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Meus livros

Embriaguez de Jenipapo

Embriaguez de Jenipapo reúne contos onde o cotidiano não se apresenta de forma estável.

As histórias partem de paisagens marcadas pela água — lugares onde as coisas se movem, retornam e, por vezes, desaparecem. As personagens vivem entre o que se mostra e o que se insinua, lidando com memória, herança e as tensões do mundo que habitam.

A escrita se aproxima da oralidade, mas não busca explicar. Ela trabalha por imagens, por ritmo, por deslocamento. Há sempre algo que escapa, que não se fecha completamente.Entre silêncios, ausências e gestos mínimos, o livro constrói um campo de leitura que pede atenção — não para entender tudo, mas para permanecer no que não se resolve de imediato.

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Contos
Editora Urutau

Trecho lido pelo escritora Yara Fers, criadora da editora Arpillera.

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A coletânea Negras Crônicas: Escurecendo os Fatos reúne textos que partem do cotidiano para tensionar aquilo que costuma passar despercebido. As narrativas se aproximam do vivido, revelando como memória, cidade e experiência se entrelaçam na construção do olhar.

Participo da obra com a crônica “O Mar e a Utopia”, construída a partir do deslocamento de uma mulher em percurso de trem pelo subúrbio ferroviário de Salvador.
 

Entre trilhos e mar, a paisagem não se apresenta como fundo, mas como algo em constante relação com quem passa: os fundos das casas, o movimento das pessoas, os gestos repetidos de uma cidade urbano-litorânea em seu ritmo cotidiano.

A crônica se desenvolve nesse entre — o deslocamento físico e o pensamento que se move junto. O olhar não se fixa: observa, aproxima, recua. O que se vê não é organizado como resposta, mas como percepção em trânsito.

A utopia, aqui, não aparece como ideal distante, mas como possibilidade que surge no próprio ato de olhar — naquilo que ainda pode ser imaginado mesmo dentro do que já está dado.

Negras Crônicas

Poetas Negras Brasileiras

 

(organização de Jarid Arraes)

A antologia Poetas Negras Brasileiras reúne vozes que escrevem a partir de experiências diversas, marcadas por memória, corpo, território e linguagem.

Organizada por Jarid Arraes, a obra constrói um campo coletivo onde diferentes poéticas coexistem, tensionando silêncios históricos e afirmando outras formas de presença na literatura.

Participo da coletânea com o poema “Água não se encarcera”, onde a imagem da água se coloca em contraste com estruturas de contenção. O texto se aproxima de temas como liberdade, aprisionamento e permanência, partindo de uma linguagem que não busca resolver, mas expor fricções.

Inserido nesse conjunto, o poema dialoga com outras vozes, ao mesmo tempo em que mantém seu gesto próprio: dizer sem fixar completamente, deixar em aberto aquilo que não se contém.

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Asabeça

Cabeça que voa

Coletânea em que participo com o poema: Trânsito das Lembranças..

A Revolta dos Legumes
 

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Em A Revolta dos Legumes, aquilo que costuma ser recusado ganha voz.

Cansados de serem deixados de lado, os legumes se organizam — não em silêncio, mas em movimento. Cada um carrega sua forma de existir, seu sabor, sua cor, sua maneira de ocupar o prato.

Entre humor e tensão, a história desloca o olhar: o que antes era rejeitado passa a se impor, não pela força, mas pela presença.

O livro brinca com inversões e convida a repensar relações cotidianas — com a comida, com o corpo, com o que se escolhe ou se recusa.

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Brincando de Antigamente

Em Brincando de Antigamente, uma pausa inesperada abre espaço para outra forma de brincar.

Sem o tablet, Mariana se vê diante de um tempo mais lento, na casa da avó. É nesse intervalo que surge uma caixa antiga .
 

Entre objetos simples e gestos partilhados, a menina descobre brincadeiras que não dependem de tela, mas de  invenção e escuta. O que parecia pouco se revela suficiente.

O livro propõe um retorno que não é passado, mas experiência: brincar como criação, como vínculo, como modo de estar com o outro.

Literatura infantil.

" Começo dizendo que o livro é fofo demais, extremamente fofo, a história e ilustrações são muito lindas, além disso os brinquedos feitos a mão são super bonitos e bastante nostálgicos por lembrar de uma infância de muita felicidade. Em tempos que as crianças e adolescentes estão se arriscando com brincadeiras de rasteira, livros que compartilham brincadeiras saudáveis são extremamente necessários."

Resenha do Blog: Uma leitora negra

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